Arquivo de junho de 2008

MAX bolsa Ibô atelier

sexta-feira, 20 jun

 

Para quem ama levar A VIDA dentro da bolsa, recém saída da máquina de costura, a nossa MAX ULTRA FOFíSSIMA E IMPRENCIDÍVEL: Max Ibô!

A Max é a maior bolsa da nossa coleção, com 52×30cm. Daquelas para se usar a semana inteira, com espaço para levar a roupa da academia, agenda, estojo de maquiagem, casao de frio e cachecol, telefone  e até o totó…

 

E mais, para quem é maníaca por organização, a Max é super organizadinha: são 2 espaços internos separados por 1 divisória com zíper, aonde você pode guardar os objetos mais íntimos, e ainda mais 2 bolsos internos e 3 externos, não é um sucesssso?

Cabe até o notebook, com carregador ,mouse…

Será que agente esqueceu de algo mais que uma mulher consegue carregar na bolsa???

 

SPFW começa hoje!

terça-feira, 17 jun

Hoje começa e semana de moda de São Paulo (já? outra? é…mais uma! passa rápido não?) e claro que todo o mundinho fashion está na expectativa.

Não cabe aqui avaliar cada desfile, isso deixamos para as jornalistas super entendidas do assunto e para os vários blogs de moda - que vão falar disso a semana inteira né? Deixo aqui só a dica de alguns desfiles que sempre gosto de acompanhar, como os da Osklen (acabou de acontecer!), do Herchcovitch, da Neon, da Isabela Capeto (que retorna essa temporada) e claro, do mineiríssimo Ronaldo Fraga.
Sua coleção é sempre linda e poética. Uma surpresa a cada temporada.

O tema do seu desfile para o verão 2009 será o rio São Francisco.
(Ao lado, um dos croquis feitos para essa coleção)

Vale a pena acompanhar um pouco desse mega evento, afinal os desfiles de moda agora viraram verdadeiros shows.

Paralelo ao SPFW acontecem também outros eventos, como o Zigue-Zague, ciclo de palestras e discussões sobre moda mediados por gente entendida do assunto. A Cris Mesquita, (tb mineira e querida!) é quem organiza o evento que acontece no MAM, do ladinho da Bienal, onde está todo o bafafá!

Tomara que venha coisa boa por ai! Muitas novidades e inspirações!
Acompanhe os desfiles aqui e aqui.

Arte e consumo na China

segunda-feira, 16 jun

A galeria Thomas Cohn, em São Paulo, abriu no último dia 13 de junho a exposição intitulada Cartoon - China Contemporânea com obras de três artistas chinesas que mostram o lado consumista da China, às voltas e apavorada com uma nova era de gigantismos.

A artista Han Yajuan retrata em seus quadros garotas estilizadas com bolsas e acessórios de marcas de luxo que invadiram a China, como Chanel, Dior e Louis Vuitton.

Em países como a China, com mais de 1 bilhão de habitantes, percebemos uma grande vontade de fugir da padronização e reivindicar o direito à expressão individual e por isso também há uma busca desenfreada pela diferença que esbarra às vezes numa apropriação do que é ocidental, no caso o alto consumo de marcas americanas e européias. Isso está bem retratado no trabalho dessas três artistas, Yajuan, Wang Ke e Li Li. Vale conferir.

Mais imagens aqui.

Cartoon - China Contemporânea
Galeria Thomas Cohn
de 13 de junho a 12 de julho
entrada franca

1 + 1 = 2 !

quarta-feira, 11 jun

O amor está no ar… 

 

O Luxo, Dorfles e Saint Laurent

sexta-feira, 06 jun

Contardo Calligaris, psicanalista e colunista da folha de São Paulo publicou um texto bem bacana hoje intitulado O Luxo, Dorfles e Saint Laurent, que resolvi postar na íntegra aqui. Vale a leitura!

BASTA TRANSITAR por saguões de hotéis e salas de espera de aeroportos para descobrir que, pelo mundo afora, proliferam publicações suntuosas (papel glacê e quadricromia), cujo tema é o luxo. Nessas revistas, as matérias, em geral, exaltam a vida prazerosa de quem consome os objetos propostos nos anúncios.

Dana Thomas, em “Deluxe - Como o Luxo Perdeu o Brilho” (Campus), conta como, em poucas décadas, fabricantes artesanais de produtos quase únicos (e por isso caríssimos) se transformaram em marcas que devem boa parte de seu faturamento a acessórios industrializados, acessíveis à classe média. Eis a proposta: você não pode gastar uma fortuna para o terno ou o vestido de uma marca de luxo, mas, por um preço compatível com seus recursos, pode comprar um perfume, um cinto, uma carteira ou uma bolsa da mesma marca.

Ora, para que você deseje esse fragmento de luxo, é necessário que a marca prometa o acesso a um outro mundo, encantado: um devaneio de prazer e poder. Como?

Por exemplo, as marcas concentram seus comércios em ruas ou shoppings especializados (como o Cidade Jardim, que acaba de abrir em São Paulo), que são universos oníricos, separados das cidades reais nas quais vivemos e iguais entre si, de São Paulo a Milão. Ou ainda as marcas financiam revistas que são a imprensa dessa Disneylândia global: mulheres e homens bonitos, palácios, jatinhos e, ao lado desse catálogo do inalcançável, os acessíveis acessórios, que são chamados bens de entrada ou de ingresso.

Falando em ingresso, a modesta compra de um acessório vale mesmo como a aquisição de uma entrada de cinema, com a diferença de que, neste caso, você terá na mão um pedacinho do cenário, alimentando assim sua ilusão de fazer parte da história. Conseqüência: não é raro que alguém passe as férias hospedando-se em espeluncas ou sendo enlatado pelas companhias aéreas, mas volte triunfante com um novo acessório cujo valor teria sido suficiente para que ele vivesse férias verdadeiramente prazerosas.

Em suma, a indústria do luxo se parece, hoje, com o comércio de lembrancinhas na porta dos santuários: a posse da “relíquia” produziria a santidade do peregrino. Eu cismava nesse estado de espí- rito quando, logo numa revista de luxo, “THI” (fevereiro/maio 2008), entre iates e relógios, esbarrei nu- ma entrevista concedida por Gillo Dorfles.

Dorfles, designer, pintor e professor de estética, é o autor de um grande livro, “O Devir das Artes” (Martins Fontes), que li no começo dos anos 1960 e foi minha porta de entrada na arte contemporânea. Ele tem hoje 98 anos, mas não é nada rabugento. Cito a entrevista: “O design é, sem dúvida, uma das bases de nossa vida relacional. Com o declínio do artesanato, o objeto produzido industrialmente se tornou objeto de uso cotidiano. Do talher ao carro, dos sapatos aos esquis, do móvel ao computador, trata-se sempre de objetos produzidos em série. O design leva em conta o aspecto funcional, mas sempre com um quociente estético. Houve um aumento da esteticização da vida cotidiana pelo design, (…), enquanto em épocas anteriores, o objeto de uso era uma coisa amorfa, sem caraterísticas estéticas… A população é educada artisticamente pelo design, pela arquitetura, pela moda, muito mais do que pela escultura ou pela pintura de vanguarda”.

Para Dorfles, o cuidado com a dimensão estética do mundo melhora nossa relação com as coisas, com os outros e com nós mesmos.

É fácil aplicar essa consideração, por exemplo, à obra de Yves Saint Laurent, que morreu nestes dias: sua industrialização do luxo (da alta costura ao prêt-à-porter) espalhou uma nova estética feminina que certamente contribuiu a transformar o lugar das mulheres no mundo.

Outro exemplo: quando escolho um espremedor de laranjas, meu cuidado com a forma e as cores (e não apenas com a funcionalidade) humaniza minha relação com quem, a cada manhã, espreme minha laranja.

Concluo com Dorfles. Os fragmentos de ilusão vendidos pela indústria do luxo satisfazem a incerteza narcisista de emergentes inseguros, que, não podendo comprar seu lote no “paraíso”, ostentam a bugiganga promocional do empreendimento. Mas talvez, na popularização dos apetrechos do luxo, também se expresse o desejo de um mundo em que a elegância seria uma maneira gentil e mais humana de ser. Tomara que Dorfles tenha razão.

ccalligari@uol.com.br

Dia Mundial do Meio Ambiente

quinta-feira, 05 jun


Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Este dia foi criado pela ONU em 1972 para marcar a abertura da 1a Conferência Mundial de Meio Ambiente, em Estocolmo, na Suécia.

Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições ciclísticas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades), esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de ações.

Recebi um email da WWF-Brasil com um “teste“, algo como uma calculadora que mede o tamanho da minha “pegada ecológica” – ou seja – de que forma vivo e como isso deixa rastros no meio ambiente. Depois de respondidas as perguntas eles te dão o resultado dizendo quantos planetas seriam necessários para manter seu estilo de vida.

Fiquei chocada com meu resultado, deram 3 planetas! Mesmo reciclando o lixo, tomando banho de 5 min… Tá certo que eu tenho uma mania péssima de deixar as luzes acesas, mas tô tentando melhorar!

Faça o teste aqui, reflita e coopere com o meio ambiente.
Essa “tendência” ecológica faz bem para todos nós! :)