Arquivo de agosto de 2008

BIG : I Bienal Internacional de Grafite de BH

terça-feira, 26 ago

No sábado, dia 30, começa em BH a BIG, Bienal Internacional de Grafite, a ser realizada na Serraria Souza Pinto. O evento promete muita discussão a respeito da prática do grafite e seu diálogo com a cidade e as outras artes.

O grafite vem ganhando cada vez mais visibilidade no Brasil e no mundo, como uma forma legítima de expressão artística. Eu, que já sou grande fã, amo descobrir novos artistas pela cidade como o trabalho do grafiteiro Dalata, daqui de BH.

um trabalho de Dalata bem pertinho aqui do atelier

Bem aqui perto do nosso atelier, na av. do Contorno com rua do Ouro, é sempre uma diversão descobrir um novo personagem no seu grafite, que mais parece um caleidoscópio de bichanos que parecem terem saído de contos de fadas!

Um alívio na paisagem urbana onde hoje, principalmente em período de eleição como agora, o que mais se vê são cartazes e lixo estampado nos muros da cidade.

Segundo definição extraída do seu fotolog, Dalata “apresenta um trabalho que vem ganhando reconhecimento mundial com um modo de pintura que mescla a abstração e surrealismo em uma mistura de tecnicas variadas, criando um universo próprio voltado para o positivismo.”

Dalata também é conhecido pelo seu trabalho em ruínas onde faz intervenções em locais degradados interagindo com a natureza do lugar, onde aplica a ideologia Da P.A.S.S (Paz, Amor, Saúde e Sorte) desenvolvida pelo mesmo.

Atualmente trabalha como um artista mult-midia. Além da pintura, também passeia pelo meio musical atuando como cantor e compositor.

Então aí vai a programação da Bienal:

EXPOSIÇÕES:

1. Diálogos - Pretende incentivar o diálogo entre artistas plásticos com formação acadêmica e grafiteiros com uma trajetória de aprendizado ligado ao universo da rua.

2. Trajetória do grafite no Brasil das ruas até o acervo do Museu Histórico Abílio Barreto - Tem como objetivo fornecer ao espectador uma ampla visão da história do grafite no Brasil, dos primeiros registros até os dias atuais. Além de obras em grafite, esta exposição abrigará uma mostra de fotografias e vídeos relativos ao tema.

3. A Grande Arte - Exposição com grafiteiros do Brasil e do mundo com trabalhos que expressem a importância do grafite como arte contemporânea.

4. Arte de rua – Objetos e derivações – Trazer para o universo da galeria, artistas com um trabalho sistemático, que usam a rua como sua principal matéria.

SEMINÁRIOS

Durante a I BIG-BH serão realizados cinco seminários:

1. O Novo Muralismo e suas abordagens históricas
Data: 1º de setembro
Conferencistas: Vera Casanova – BH
Charbelly Estrella – RJ
Saulo di Tarso – SP

2. Criatividade, grafite e cidadania
Data: 02 de setembro
Conferencistas: José Márcio Barros – BH
Roberto Carlos Madalena – BH
José Marcius - Projeto Guernica - BH

3. Grafite, design, publicidade e arquitetura
Data: 03 de setembro
Conferencistas: Flávio Negrão – BH
Eduardo Braga – BH
Edmundo Bravo (Didi) - BH
Leonardo Tavares (Leo Lobinho) - BH

4. Grafite como identidade do século XX e XXI
Data: 04 de setembro
Conferencistas: Julia Portes – BH
Juarez Dayrell – BH
José Coelho de Andrade Albino - BH

5. Vandalismo, arte marginal ou nova estética?
Data: 05 de setembro
Conferencistas: Sônia Assis – BH
Elisa Campos – BH
Bernardo Matta Machado – BH
Walter Tada Nomura (Tinho) - SP

Ibô atelier na Itt Press Moda + Business 2008

segunda-feira, 25 ago

Corujíssimas que somos do nosso amado trabalho, postamos aqui o texto de Daniel Maia para a Revista ITT PRESS - Internacional  Trends Textília Press  sobre a Ibô na sessão Acessórios!


 ”É possível que na moda, em toda a sua história, os acessórios não tenham experimentado em nenhum outro momento, o vigor que consquistaram nos últimos tempos. Numa evolução vertiginosa, eles se instalaram no primeiro escalão do mercado de luxo e lá estão absolutamente imbatíveis.

No Brasil, essa receita de sucesso inclui: pesquisa afiada, qualidade de produção, materiais de sofisticada tecnologia em misturas ousadas, cartelas de cores exuberantes e, sobretudo, um design muito forte, que encanta mercados do mundo inteiro.

Aqui no Itt Press M+B, faço um mapeamento bem diversificado disso, misturando perfis bem diferentes, com um ponto em comum: o olhar moderno e autoral que cada um deles imprime no trabalho. Na esteira desse sucesso, várias marcas que tinham suas imagens ligadas apenas ao vestuário, passaram a investir fortemente nesse rico segmento. Essa diversidade é que mantém a moda viva e faz desse nosso assunto um super business. As minhas escolhas recaem em marcas que me seduzem pela consistência que têm como propostas industriais, mas também pelo saber fashion com que cada uma delas personalizou suas coleções.” ( por Daniel Maia, Revista Itt Press Moda + Business Ano XIV n 70/01)

 

 

“Fernanda Dubal e Tatiana Azzi deixaram a faculdade em Belo Horizonte com a certeza de que, do universo do desenho industrial, o que mais a seduziam eram os acessórios de moda. Hoje, com uma pequena, porém requintada linha de bolsas, a dupla que já havia conquistado o mercado mineiro, parte com segurança para o mercado nacional. No ateliê, criam um número bem exclusivo de peças. Pesquisa e desenvolvimento fazem parte do cotidiano das designers: “Adoramos garimpar materiais alternativos, o que possibilita a experimentação e garante o caráter autoral das peças”, justificam as meninas.” ( por Daniel Maia, Revista Itt Press Moda + Business Ano XIV n 70/01)

Palha, tramas e a nova Boho

segunda-feira, 18 ago

Sempre dissemos aqui que adoramos peças artesanais e da mistura entre a modernidade e a tradição. Não é de hoje que designers tentam aliar trabalhos feito a mão com peças industriais, dando um contraste cheio de bossa e atitude.

Lembram da antiga palhinha? Começou a ser usada no Brasil após a colonização e enfeitava os móveis da nobreza. Nos anos 50, designers como Joaquim Tenreiro e Sergio Rodrigues, grandes nomes, também passaram a desenhar seus móveis utilizando a palha, assim também aconteceu com Marcel Breuer e sua famosa cadeira Cesca, o que tornou a palha um material valorizado e moderno.

O desfile de Reinaldo e os sapatos da Maria Bonita

A partir disso a trama de palhinha, ou a réplica disso, passou a ser material experimental para diversos segmentos, inclusive na moda. Para o verão 2009 temos alguns exemplos, como os vestidos sofisticados de Reinaldo Lourenço e seu trabalho artesanal feito com fitas de seda e que recriam o aspecto da palhinha. Vimos também o inspirador desfile da Maria Bonita com seus sapatos clarinhos artesanais (feitos apenas para o desfile! não serão comercializados). Até a famosa e poderosa Dior, passou a criar tramas de couro a cada estação para suas bolsas.

Pensando nessa mistura entre o artesanal e o industrial e nesse constraste, criamos a BOHO. Feita de couro trabalhado xadrez (lindo!) e de trama que lembra nossa querida palhinha, mas que é feita de couro metalizado. A cor havana tem o tom certo para o verão.

Nova Boho - couro, trama e metal, tudo misturado!

O nome Boho, vem de Bohemian, outra aposta deste verão. O estilo é um mix da moda boêmia (brilhos, jóias) e da moda folk (lenços, bolsas trabalhadas, couro) baseada nos anos 70 e na mistura de referências.

O estilo Bohemian Chic - Desfile Gucci e Tereza Santos

Nosso objetivo é buscar sempre a experimentação e a valorização dessas referências que remetem nossa cultura. É assim que gostamos de trabalhar, com misturas, texturas, sabores, afinal assim também somos, não?

Coisa de Amiga : Tayê agora em Curitiba

sábado, 16 ago

Para quem acompanha o blog Ibô desde o seu lançamento sabe que Tayê é uma loja que faz parte da nossa história. E a novidade é que com pouco mais de um ano da sua criação, a TAYÊ  já abre a sua segunda loja, agora em Curitiba, levando o seu conceito de “Casa de Amiga” para o sul do Brasil - e as bolsas Ibô à tiracolo!!!  

Fique à vontade que a casa é sua!

Em BH ou em Curitiba vale a pena conhecer a razão da loja ter se tornado um sucesso entre nós mulheres: o clima da loja nos faz sentir como se estivéssemos na casa de uma amiga meeesmo, bem à vontade para papear, tomar um cafezinho, e experimentar as lingeries fofésimas de marcas como Thaís Gusmão, Vanilla, Objet Du Desir e ver os novos modelos das bolsas Ibô! 

Olha as bolsas Ibô em Curitiba!

 

Então, para as gurias de plantão, tem Tayê e Ibô na área!!

Ibô Atelier na Amie Amie

terça-feira, 12 ago

Amie Amie é a loja fofa das sócias Marcela e Tetê. Aberta a pouco mais de 4 meses, a loja multimarcas vende roupas e acessórios de designers descolados e agora é a mais nova loja a vender as bolsas da Ibô!

A casa antiga que abriga a loja é um caso a parte. Foi moradia da irmã de Zuzu Angel e é a coisa mais linda que eu já vi, só indo para perceber a beleza do lugar. Ponto para as meninas, que escolheram o lugar ideal para vender as coleções de Emanuelle Junqueira, John John, Cesca, Tarântula, os acessórios de Pat Falcão, da Ibô (rá) entre outras marcas renomadas.

Hoje, dia 12 de agosto é o lançamento das coleções de verão e as meninas esperam por todos lá a partir das 16:00h. Vale uma passadinha para conferir o espaço e se encantar com as coleções.

Agora vocês já sabem mais um endereço para encontrar nossos produtos!

Amie Amie
Rua Alvarenga Peixoto, 720 - Lourdes
Entre Curitiba e Álvares Cabral
Tel.: 25350853
Manobrista no local
Seg. a Sexta : 09 às 19
Sábado: 10 às 14
Depois desses horários, tente a campainha!

tudojuntoaomesmotempoagora!

sexta-feira, 08 ago

Ontem estive em mais uma palestra, desta vez na Casa Fiat de Cultura. Fui ver dois super nomes: Adélia Borges (sou fã!) e o José Alberto Nemer (tb!). O tema do “Sempre um Papo” foi a quebra de paradigmas entre a arte e o design, discussão muito em voga e muito importante pra mim neste momento (é, de alguma forma, o que escrevo na minha dissertação de mestrado, que, rezem, acabo este ano!).

Nemer falou um pouco da origem do fazer artístico, de onde vem o impulso do homem para a criação. Voltou láaaa nos nossos antepassados, na idade da pedra mesmo! Confesso que fui com uma expectativa e fiquei um pouco frustrada, mas enfim.
Já Adélia falou sobre a insistência dos designers de afirmarem a autonomia da profissão, fixando a funcionalidade como característica determinante dos projetos e se afastando um pouco da arte, mas por outro lado demonstrou que o design é, e deve se tornar ainda mais multidisciplinar e descreveu o trabalho de diversos artistas/designers dos nossos tempos. Uma discussão que, devido ao curto tempo, não rendeu um debate mais aprofundado quanto eu gostaria. Adoro a Adélia e queria ouvir muuuito mais do que ela tem a dizer. Talvez em outra oportunidade!

Essa palestra fez parte de um ciclo que a Casa Fiat de Cultura apresenta durante todo o ano cujo tema, “Artes Plásticas e Comunicação na Contemporaneidade”, tem o objetivo de alinhavar a relação entre as artes plásticas e a forma com a qual elas se comunicam na contemporaneidade.
Especialistas discutem as relações da arte com diversas outras áreas, como gastronomia, espaços urbanos, design, moda, mídia, poesia, novos museus, música, tecnologia – o ciclo já começou e vai até o dia 04 de dezembro.

A programação completa você encontra aqui.

Aproveitando que já estava por lá, fui ver também a exposição “Com que roupa eu vou” que, embalada pelo refrão da música de Noel Rosa, mostra vários grupos sociais de cada época e como, através das roupas, esses grupos reforçam significados tradicionais que as roupas já adquiriram e criam outros, novos, típicos de seu tempo.

Afinal, a roupa não nos serve apenas para cobrir o corpo. Como diz sempre minha querida mestra multidisciplinar Káthia Castilho (tem textinho dela na L´Officiel de agosto, sobre corpo e a ditadura da aparência, compra lá!): roupa é também comunicação.

FIQUE DE OLHO!
Com que Roupa Eu Vou na Casa Fiat de Cultura
De 30 de Julho a 5 de Outubro

Sempre um Papo na Casa Fiat de Cultura
De 09 de Abril a 04 de Dezembro
Entrada gratuita para ambos os eventos