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Ibô Galeria no Guia da Semana da Uol

terça-feira, 25 nov

Saiu nota no Guia da Semana de BH da Uol sobre o projeto Galeria, e você pode conferir aqui na íntegra!

 

 

Rogério Fernandes: a arte e o erro

quinta-feira, 20 nov

A Ibô pediu para o Rogério falar um pouco mais do seu trabalho, estilo e história que fizeram dessa coleção do projeto Galeria uma experiência incrível para nós duas. O Rogério entrou para a família Ibô não só pelo seu trabalho e profissionalismo, mas pelo seu carisma, pelo seu sotaque lindo, e pela sua família adorável ( bj Tetê e Benjamim!).

Conheça mais sobre o designer e seu trabalho:

Gravura . Céu Amado

“Falar da minha relação com a arte é muito difícil, pois de maneira quase embrionária estou ligado a ela. Minha família é de origem nordestina e sempre foi muito ligada a arte.

Desde criança cresci no meio de artesãos do nordeste. Lá, as pessoas fazem arte sem se dar conta que fazem, fazem apenas por que têm que fazer e pronto. Nas feiras de onde se vende de tudo, como Caruaru, Juazeiro e Petrolina, nas rendas de Fortaleza, nos crochês do Maranhão, nos cordéis de Pernambuco. Tudo muito religioso, mítico e místico.

Meu trabalho é muito inspirado também no universo das lendas brasileiras, dos índios e escravos. Isso é claro, me foi dado de presente pelos meus pais, pois desde criança, era ávido por fantasia e imaginação e já começava a desenhar os meus primeiros rabiscos sem saber muito bem pra quê. Cresci assim, cheio de referências e sem saber que as tinha.

Quando me formei designer e publicitário, parecia que tinha me afastado deste universo fantástico, mas como diz o ditado popular lá do nordeste: “O mundo dá muitas voltas e numa delas eu entro.” Entrei. Entrei com a redescoberta do meu estilo e com paixão pela xilografia nordestina. Revisitei o cordel, com muitas pitadas de realismo fantástico e religiosidade. Aprendi a deixar fluir, sem amarras, e a incorporar o “erro” ao estilo.

A partir daí meu trabalho cresceu em leveza, fantasia e lirismo – um ponto forte da minha obra, com o uso desconexo de textos e frases para compor a forma e dar mais força ao resultado final. Em relação à tecnica que utilizo, ou técnicas, não tenho compromisso com nehuma delas, somente com meu estilo. Posso utilizar caneta Bic, pincel atômico, pincel, pincel virtual, tinta, tinta virtual, não importa, desde que o resultado seja coerente com que imaginei.

Gravura . Quixote e Dulcinéia

Geralmente utilizo a serigrafia pra a reprodução do trabalho, mas posso muito bem ir para as matrizes xilográficas e atualmente ando pesquisando a reprodução em flexografia.

A questão da reprodução é quase uma obsessão para mim.

Ela é conceitual no meu trabalho. Tanto pode ganhar as paredes, quanto produtos de casa, decoração e moda. Quanto mais reproduzível para mim, melhor, bem democrático, acessível. O que eu quero é produzir, produzir e reproduzir sempre. E ser cada vez mais livre.”

Não se esqueça, hein?

Lançamento Projeto Galeria: Coleção Rosa Machado

dia 26/11, próxima quarta, às 19hrs

no Atelier do Roger que fica na rua Rio Verde, 150 Anchieta.

Tim Tim!

tudojuntoaomesmotempoagora!

sexta-feira, 08 ago

Ontem estive em mais uma palestra, desta vez na Casa Fiat de Cultura. Fui ver dois super nomes: Adélia Borges (sou fã!) e o José Alberto Nemer (tb!). O tema do “Sempre um Papo” foi a quebra de paradigmas entre a arte e o design, discussão muito em voga e muito importante pra mim neste momento (é, de alguma forma, o que escrevo na minha dissertação de mestrado, que, rezem, acabo este ano!).

Nemer falou um pouco da origem do fazer artístico, de onde vem o impulso do homem para a criação. Voltou láaaa nos nossos antepassados, na idade da pedra mesmo! Confesso que fui com uma expectativa e fiquei um pouco frustrada, mas enfim.
Já Adélia falou sobre a insistência dos designers de afirmarem a autonomia da profissão, fixando a funcionalidade como característica determinante dos projetos e se afastando um pouco da arte, mas por outro lado demonstrou que o design é, e deve se tornar ainda mais multidisciplinar e descreveu o trabalho de diversos artistas/designers dos nossos tempos. Uma discussão que, devido ao curto tempo, não rendeu um debate mais aprofundado quanto eu gostaria. Adoro a Adélia e queria ouvir muuuito mais do que ela tem a dizer. Talvez em outra oportunidade!

Essa palestra fez parte de um ciclo que a Casa Fiat de Cultura apresenta durante todo o ano cujo tema, “Artes Plásticas e Comunicação na Contemporaneidade”, tem o objetivo de alinhavar a relação entre as artes plásticas e a forma com a qual elas se comunicam na contemporaneidade.
Especialistas discutem as relações da arte com diversas outras áreas, como gastronomia, espaços urbanos, design, moda, mídia, poesia, novos museus, música, tecnologia – o ciclo já começou e vai até o dia 04 de dezembro.

A programação completa você encontra aqui.

Aproveitando que já estava por lá, fui ver também a exposição “Com que roupa eu vou” que, embalada pelo refrão da música de Noel Rosa, mostra vários grupos sociais de cada época e como, através das roupas, esses grupos reforçam significados tradicionais que as roupas já adquiriram e criam outros, novos, típicos de seu tempo.

Afinal, a roupa não nos serve apenas para cobrir o corpo. Como diz sempre minha querida mestra multidisciplinar Káthia Castilho (tem textinho dela na L´Officiel de agosto, sobre corpo e a ditadura da aparência, compra lá!): roupa é também comunicação.

FIQUE DE OLHO!
Com que Roupa Eu Vou na Casa Fiat de Cultura
De 30 de Julho a 5 de Outubro

Sempre um Papo na Casa Fiat de Cultura
De 09 de Abril a 04 de Dezembro
Entrada gratuita para ambos os eventos

Lynch+Louboutin=Fetiche

sábado, 02 ago

Na expectativa do encontro de quarta com David Lynch  aqui em BH, ando passeando pela www retomando os projetos com os quais Lynch esteve envolvido recentemente e achei que não podia deixar de postar esse projeto aqui. Todos os amantes da moda, e mais ainda, de sapatos, devem se lembrar da exibição que ocorreu na Galerie du Passage em Paris, no final do ano passado, de nome Fetiche.

Foto by David Lynch; sapatos by Christian Louboutin. 

 Pois é, a combinação Lynch+Louboutin=Fetiche foi uma bela amostra de que o trânsito entre moda e arte realmente é um processo super rico tanto para um quanto para outro ( imagina para nós, pobres mortais!!!!), levando a resultados como esse aí. Como se os sapatos de Louboutin já não fossem fetichistas  o suficiente, a dupla transportou o fetiche a um outro nível.

Na ocasião o designer desenhou cinco sapatos edição limitada para a mostra, e Lynch materializou as fantasias associadas aos produtos em cinco fotografias assinadas. O registro foi feito baseado nos desenhos de Christian, que ao criar cada sapato, não deixava de registrar seu processo criativo.

Siamese Shoes - Foto by David Lynch; sapatos by Christian Louboutin. 

** Estes foram os sapatos preferidos de Christian, os sapatos Siameses. Segundo ele, o objeto junto à sua fotografia o faziam lembrar  da série Twin Peaks, criada por David Lynch, em 1990.

 

 

Emergência!

quinta-feira, 03 jul


Ontem, dia 02 de julho foi aberta ao público a quarta edição da Bienal Emoção Art.ficial 4.0, realizada pelo Itaú Cultural. Com o título Emergência! a exposição apresenta obras constituídas por elementos reais ou virtuais que, ao interagirem entre si, originam resultados complexos não-previstos pelo artista. A construção de tais obras apresenta, dessa maneira, características emergentes que expandem os conceitos tradicionais de criação e autoria.

No cotidiano, associamos a palavra emergência a hospitais e ambulâncias. Mas ela traz também outros significados menos óbvios, como realidades complexas surgindo da aplicação de regras simples. O cérebro, o formigueiro, as cidades e os softwares livres são exemplos de emergência sob este ponto de vista não convencional. Assim está apresentado o tema que reflete sobre a emergência no campo da arte cibernética.

A mostra conta com uma selação de 16 obras de arte e tecnologia de artistas brasileiros e também estrangeiros. Além disso, outra super idéia também faz parte da Bienal, o Pecha Kucha Night.

Vivemos numa época em que o tempo tende a contrair-se, e não se dilatar. Tudo é fugaz, “tempus fugit”. Por isso, brevidade é fundamental hoje em dia. É conhecida a “boutade” do elevador: se você não conseguir resumir seu projeto no percurso entre o térreo e, digamos, o sexto andar do prédio de sua empresa, a sua idéia não vale nada. É também famosa a opinião do escritor argentino Jorge Luis Borges de que as melhores histórias da literatura mundial nasceram de argumentos incrivelmente curtos, resumidos em no máximo duas linhas.

Assim, o Pecha Kucha Night (PKN) evento concebido em 2003 por Astrid Klein e Mark Dytham, da Klein Dytham architecture, um estúdio de arquitetura e design de Tokyo, no Japão chega a São Paulo dentro da Bienal Emoção Art.ficial 4.0

Trata-se de uma mistura de apresentação de portfólio e “poetry slam”, em que os inscritos selecionados têm exatamente 6 minutos e 40 segundos para apresentar suas idéias criativas para um público variado. As regras são rígidas e os MCs não permitem desvios. Seja breve!!!

Imperdível né??

A Bienal vai até setembro então… programe-se!

Emoção Art.ficial 4.0 - Emergência!
De 2 de julho a 14 de setembro

Pecha Kucha Nigth
Dias 3, 4 e 5 de julho a partir das 18h

Local: Itaú Cultural
Av. Paulista, 149
São Paulo

Mais informações aqui.

Pequenas Punições Diárias

quarta-feira, 28 mai

Foto: Guilherme Cunha

Uma super dica para o fim de semana : o espetáculo Pequenas Punições Diárias da Cia. de Dança Trama, que será apresentado nos dias 31/05, sábado, às 20h, e dia 01/06, domingo, às 19h, no teatro do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Rua Inconfidentes 500.

Com direção de Joelma de Barros, a coreografia gira em torno do universo feminino e as punições diárias as quais nós mulheres nos submetemos todo santo dia. A linguagem do espetáculo trabalha com a dança contemporânea em interação com a video arte, resumindo, não da para explicar, tem que ir e EXPERIMENTAR ao vivo, da primeira fila!